22 de jul de 2014

Resenha: Cidades de Papel - John Green





Livro: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Sinopse:  Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.


Depois que li A Culpa é das Estrelas, fiquei muito curiosa para ler os outros livros do Green, e é incrível como a sinopse de seus livros deixam você com mais vontade ainda de lê-los.

Em Cidades de Papel, conhecemos Quentin, nosso querido Q, seus dois melhores amigos, Ben e Radar, e a garota que é sua vizinha e por quem ele é apaixonado desde criança, Margo Roth Spiegelman. Quando criança, ele e Margo eram muito próximos, até que, enquanto brincavam no parque, descobriram um cadáver de um homem, e a partir daí, eles acabaram se distanciando. Margo tornou-se uma das garotas mais populares da escola, e Quentin tornou-se um nerd.

Mas, depois que Margo aparece na janela do quarto de Q, com o rosto pintado de preto, recrutando-o para ser seu piloto de fuga, as coisas começam a mudar. Margo estava preparada para se vingar, bem no estilo Margo, daqueles que, de certa forma, a traíram. E Q, claro, concordou. Margo já tinha arquitetado todo seu plano para esta noite, e eles incluíam pichação, peixe, invasão ao Sea World, creme depilatório...

"E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer - até pouco antes da meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos atrás."

" - Hoje , meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra."

Após essa noite de pura adrenalina, Quentin espera que sua relação com Margo mude. Mas acontece que, Margo não aparece na escola, nem naquele dia após sua noite com ela, nem depois dele, e nem depois deles. E a pergunta que fica é: Onde está Margo?


"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistério que acabou por se tornar um."

Então, o que Q faz, é seguir as pistas deixadas por ela para tentar descobrir seu paradeiro. Com a ajuda de Ben e Radar, Q se lança nessa aventura que é encontrar Margo, e a cada pista, percebe que não a conhecia como achava que conhecia.


"[...] Em algum lugar eu paro e espero você."

Cidades de Papel é um livro que envolve mistério, e a cada página lida, você fica curioso para saber o que a outra te traz. Green dividiu o livro em três partes: Os fios, A relva e O navio. Em Os fios, relata todos os acontecimentos do dia em que Margo recruta Q para colocar em prática o que planejou para se vingar. Em A relva, fala sobre o sumiço de Margo, Q buscando as pistas deixadas por ela, junto com seus amigos Ben e Radar, tentando entender o motivo do sumiço de Margo. A terceira parte, O navio, retomamos com as boas risadas como em Os fios, essa parte é a busca por Margo, na segunda foi a busca pelas pistas, na terceira, após encontrar todas as pistas, eles saem ao encontro de Margo, Q, Ben, Radar, e a amiga de Margo, Lacey.


"Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota."

O desenrolar da história, na minha opinião, é muito bem trabalhado, os personagens muito bem pensados e desenvolvidos. Eu quis bater na Margo por ter fugido, e quis abraça-la por saber o porquê dela ter fugido. O livro tem um enredo cativante, que a cada página lida, você não consegue deixar de lado (pelo menos para mim).


" Você vai para as cidades de papel e nunca mais voltará."

A única coisa que não gostei muito no livro foi o final, eu queria saber o que acontecia com os dois. Sofri o mesmo que sofri com A Culpa é das Estrelas, acho que o John tem o dom para nos deixar curiosos assim, haha. Mas ainda sim, o livro é perfeito, lindo e encantador. Recomendo a leitura. Não é "puxando o saco" do Tio Verde, mas ele tem um dom para me encantar com seus livros.


Um comentário:

  1. Resenha incrível Jéss, fiquei super a fim de ler...bjus

    Quel
    http://literaleitura2013.blogspot.com.br

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